Morgan Freeman pintado num iPad Air por Kyle Lambert através da aplicação Procreate. Acredita? Incrível !!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Sistema Solar
Vale a pena ver este fantástico site onde se vê o Sistema Solar de forma dinâmica.
Clicar aqui ou sobre a imagem.
Coisas que podem fazer:
- colocar a dar as fases da Lua.
- colocar o tempo a passar o mais rápido possível – e verificar que mesmo assim os planetas exteriores parecem tartarugas.
- colocar no sistema de Tycho e ver Marte a colidir com a nossa Lua.
- fazer um “trace”/rastrear planetas, para perceber a complexidade ilógica do sistema de Tycho.
- colocar no sistema de Copérnico e introduzir uma data qualquer para visualizar como os planetas vão estar nessa data.
Clicar aqui ou sobre a imagem.
Coisas que podem fazer:- colocar a dar as fases da Lua.
- colocar o tempo a passar o mais rápido possível – e verificar que mesmo assim os planetas exteriores parecem tartarugas.
- colocar no sistema de Tycho e ver Marte a colidir com a nossa Lua.
- fazer um “trace”/rastrear planetas, para perceber a complexidade ilógica do sistema de Tycho.
- colocar no sistema de Copérnico e introduzir uma data qualquer para visualizar como os planetas vão estar nessa data.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Quem Fala em Nome da Terra?
Apesar de ter mais de 30 anos, esta mensagem de Carl Sagan permanece assustadoramente atual… Precisamos de uma revolução de valores e da nossa maneira de pensar!
"Nós somos UM só planeta!" - Carl SaganDia de Carl Sagan 2013
Carl Sagan, cientista, astrofísico, escritor, educador científico e referência da inteligência humana na exploração do conhecimento do Universo, faria hoje 79 anos de vida. Aqui ficam as suas palavras mostrando-nos a grandeza e a pequenez da nossa existência.
Obrigada pela sua sabedoria.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Viagem Cósmica
Especialmente para os meus alunos (e no seguimento da aula de hoje - Distâncias no Universo), deixo aqui um pequeno filme que mostra o Universo em toda a sua imensidão, levando-nos a viajar pelo Cosmos, desde o infinitamente grande até ao infinitamente pequeno…
sábado, 26 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
"Efeito borboleta"
Best
You've got to be the best
You've got to change the world
And you use this chance to be heard
Your time is now
Butterflies And Hurricanes - Música épica dos Muse, uma das melhores bandas de sempre!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Colisão entre duas galáxias
A Galáxia do Olho Negro (Messier 64) é uma galáxia em espiral localizada a aproximadamente dezoito milhões de anos-luz de distância.
A característica mais estranha e peculiar observada nesta galáxia diz respeito aos seus movimentos internos, enquanto os braços externos movem-se numa direção, a parte interna move-se noutra direção. Este é um facto de difícil explicação, pelo que os cientistas acreditam na hipótese de que a M64 seja o resultado da colisão entre duas galáxias, uma grande e uma pequena.
Galáxia do Olho Negro, Telescópio Espacial Hubble
Créditos: NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI)
Palavra do dia
A não esquecer, principalmente nos tempos que correm...
Resiliência
1.
[Física]
Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2.
[Figurado]
Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.
"resiliência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/resili%C3%AAncia [consultado em 14-10-2013].
1.
[Física]
Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2.
[Figurado]
Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.
"resiliência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/resili%C3%AAncia [consultado em 14-10-2013].
2. [Figurado] Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013
1.
[Física]
Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2.
[Figurado]
Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.
"resiliência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/resili%C3%AAncia [consultado em 14-10-2013].
domingo, 13 de outubro de 2013
Gravidade
Este é um filme que não posso perder!...
"Gravidade", de Alfonso Cuáron, com George Clooney e Sandra Bullock.
O trailer e as críticas prometem!
"Gravidade", de Alfonso Cuáron, com George Clooney e Sandra Bullock.
O trailer e as críticas prometem!
sábado, 12 de outubro de 2013
...e o prémio Nobel da física vai para... O Bosão de Higgs!!!
Prémio distingue o belga François Englert e o britânico Peter Higgs, dois dos físicos teóricos que, há cerca de 50 anos, postularam a existência de uma partícula elementar que confere massa a todas as outras.
Em 1964, Englert e o seu colega Robert Brout (entretanto falecido), por um lado, e Higgs, pelo outro, teorizaram de forma independente que devia existir uma partícula subatómica – que se tornaria famosa sob o nome de bosão de Higgs –, capaz de dar massa a todas as outras partículas previstas pelo chamado Modelo-Padrão da física das partículas, que descreve a composição, a nível subatómico, do mundo que nos rodeia. E, passadas quase cinco décadas, o bosão de Higgs foi finalmente avistado no LHC – o grande o acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), perto de Genebra, na Suíça – e a sua existência efectiva anunciada em Julho de 2012. A detecção do bosão de Higgs permitiu completar o elenco das partículas previstas pelo Modelo-Padrão. Ler mais, aqui.
Em 1964, Englert e o seu colega Robert Brout (entretanto falecido), por um lado, e Higgs, pelo outro, teorizaram de forma independente que devia existir uma partícula subatómica – que se tornaria famosa sob o nome de bosão de Higgs –, capaz de dar massa a todas as outras partículas previstas pelo chamado Modelo-Padrão da física das partículas, que descreve a composição, a nível subatómico, do mundo que nos rodeia. E, passadas quase cinco décadas, o bosão de Higgs foi finalmente avistado no LHC – o grande o acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), perto de Genebra, na Suíça – e a sua existência efectiva anunciada em Julho de 2012. A detecção do bosão de Higgs permitiu completar o elenco das partículas previstas pelo Modelo-Padrão. Ler mais, aqui.
Notícia retirada do Público, 8 de outubro de 2013
O Físico Teórico Garrett Lisi explica o significado da descoberta do bosão de Higgs.
Video do Youtube, legendado em português do Brasil.
Video do Youtube, legendado em português do Brasil.
Como construir um Universo
"Por mais que tente nunca vai conseguir perceber o quão pequeno, quão espacialmente insignificante é um protão. É simplesmente de uma pequenez inimaginável.
Um protão é uma infinitésima parte de um átomo, que em si próprio já é também uma coisa insubstancial. Os protões são tão pequenos que a porção de tinta usada para pôr a pinta neste i pode conter qualquer coisa como 500 000 000 000 protões, mais do que o número de segundos em meio milhão de anos. Ou seja, os protões são extraordinariamente microscópicos, para dizer o mínimo. Imagine agora, se conseguir (mas pode ter a certeza de que não consegue), que encolhe um desses protões até uma bilionésima parte do seu tamanho, até uma dimensão tão pequena que, em comparação, um protão daria a impressão de ser gigante. Agora ponha dentro desse espaço infinitamente diminuto cerca de 30 gramas de matéria. Ótimo. Está pronto para começar um universo.
Partindo do princípio, claro, de que você quer construir um universo inflacionário. Mas se preferir construir um universo mais antiquado, do género Big Bang, vai precisar de mais material. Para dizer a verdade, vai precisar de reunir tudo o que existe – todo e cada grão e partícula de matéria surgidos desde o início da criação até agora – e enfiá-los num lugar tão infinitamente compacto que fica sem dimensão. Chama-se a isto singularidade.
Em qualquer dos casos, prepare-se para um verdadeiro Big Bang. É evidente que vai querer retirar-se para um lugar seguro, a fim de poder observar o espectáculo. Infelizmente, esse lugar não existe, porque, fora da singularidade, não existe onde. Quando o universo começa a expandir, não se vai espalhando para preencher um espaço vazio à sua volta. O único espaço que existe é o espaço que vai criando à medida que se expande."
in “Breve história de quase tudo”
Bill Bryson
Bill Bryson

quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Regresso!
Dois anos depois de uma paragem forçada por razões pessoais e profissionais, regresso com a mesma motivação que me levou a criar este blogue: a partilha de ideias e recursos educativos centrados no ensino da física e da química.
Gostaria muito que este espaço se tornasse numa ferramenta de comunicação com os meus alunos, proporcionando-lhes recursos que poderão rever ou explorar para além da sala de aula!
Na sua essência, este sítio pretende ser uma forma de expressão, de comunicação e um espaço de reflexão... "As Partículas Elementares" que constituem a matéria e o ser humano nas suas diferentes dimensões.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Dia de Carl Sagan
Carl Sagan nasceu a 9 de Novembro de 1934. Por ter sido um dos maiores divulgadores de ciência, inspiração para milhões de pessoas, comemora-se todos os anos, o Dia de Carl Sagan.
Para o celebrar deixo aqui uma das suas mais importantes mensagens sobre a espécie humana e o seu lar: o planeta Terra.
Para o celebrar deixo aqui uma das suas mais importantes mensagens sobre a espécie humana e o seu lar: o planeta Terra.
Este é um filme da palebluefilms, sobre texto de Carl Sagan, narrado por ele próprio.
É maravilhoso, poético e inspirador...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Think different
“Here’s to the crazy ones, the misfits, the rebels, the troublemakers, the round pegs in the square holes… the ones who see things differently — they’re not fond of rules… You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them, but the only thing you can’t do is ignore them because they change things… they push the human race forward, and while some may see them as the crazy ones, we see genius, because the ones who are crazy enough to think that they can change the world, are the ones who do.” Steve Jobs
Steve Jobs
Hoje morreu um Génio, um dos homens que mudaram o mundo.
Obrigada por tudo.
Obrigada por tudo.
Ler mais aqui.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Dia do Professor
Dia 5 de Outubro é o dia do Professor. A comemoração deste dia é uma iniciativa da UNESCO assumida desde 1994.
Uma lista de conselhos para os novos alunos universitários
Desde já os meus parabéns a todos os alunos do secundário que entraram na Universidade!
Nesta fase de adaptação e com tantas mudanças a acontecer ao mesmo tempo, é natural sentirem-se um pouco desorientados em relação ao futuro, mas não desesperem. Partilho convosco um artigo extremamente interessante publicado no jornal Público com uma lista de ideias e sugestões que vos podem ser muito úteis. Aproveitem!
«Rapazes e raparigas deste nosso Portugal: dentro de algumas semanas estareis, muitos de vós, no primeiro ano das faculdades, começando uma vida nova. Não sabeis o que esperar, se excluirmos esta ansiedade doentia do país que tudo contamina. Há 20 anos, o enredo era mais simples e previsível. Cursávamos sem drama, encontrávamos um emprego sem drama e por lá nos arrastávamos também sem drama. Cavaco Silva garantiu-nos progressões automáticas no Estado; Guterres, juros bonificados na casa; Sócrates, um futuro moderno e cerúleo. Hoje, a vida fácil acabou: os loucos anos 90 transformaram-se nos miseráveis anos 10. As nossas possibilidades tornaram-se limitadas e a grande recessão é hoje o grande retrocesso. Perdidos, compungidos, estais mais do que nunca precisados de orientação. Mas nada de desesperos. Há saídas, há atalhos, há juventudes partidárias. De resto:
- Esqueçam obsessões com a carreira ou com o "temor do desempenho". Aos 18 anos, a mentalidade carreirista, além de um desperdício, é em absoluto inútil. Muitos de vocês nem sequer terão uma só carreira; o mais certo é que tenham várias e em diferentes períodos da vida. Não vivam, por isso, atormentados com notas e resultados. Tenham o bom gosto de desprezar os maus professores e as más aulas. Ponham de lado os troféus de coisa nenhuma. Sobretudo: não cansem depressa o gosto por aprender.
- Dediquem-se à rotina das aulas, mas façam coisas, fundem coisas, proponham coisas. Irritem os instalados que chegaram há 20 anos e nada fizeram nos últimos 15. Comecem uma revista, se quiserem fazer uma revista; uma associação, uma empresa, um movimento, qualquer coisa que não se limite ao protesto e à reivindicação. Sejam lunáticos. Comecem e acabem. Nenhum empregador olha, ou devia olhar, apenas para as qualificações académicas de uma pessoa. O importante são as pequenas pegadas que essa pessoa vai largando.
- Aprendam a ser mecânicos, burocráticos, tarefeiros. A esmagadora maioria de nós não veio ao mundo para ser o Steve Jobs. Aprender a trabalhar numa organização cumprindo tarefas medidas e interiorizando uma disciplina conta mais que aspirar eternamente à originalidade.
- Leiam tudo. Leiam a Ética a Nicómaco de Aristóteles para perceberem o significado da palavra "virtude". Leiam os moralistas franceses do século XVII para perceberem o significado da palavra "hipocrisia". Leiam Stendhal para perceberem que o ser humano até o seu próprio sofrimento finge.
- Preparem-se para viver um ano no estrangeiro. Escolham um destino na Ásia ou na América do Sul. Portugal está cheio. Só terão espaço os que trouxerem espaço.
- Aprendam um ofício, uma experiência, de preferência prática, que nada tenha que ver com o curso. O americano Matthew Crawford escreveu em 2009 um livro precioso que merece memória. Depois de terminar um doutoramento em Filosofia Política, a insatisfação não o largava. Decidiu mudar de vida. Aprendera mecânica na adolescência e abriu uma oficina para reparação de motas. Descobriu a sua vocação.
- Aprendam uma língua estrangeira. Se ainda não sabem inglês, aprendam; se já sabem, aprendam outra. Sigam o exemplo de Durão Barroso, que muito possivelmente não teria presidido à Comissão Europeia se não fosse fluente em francês.
- Leiam sobre uma grande personagem histórica (e que não seja Churchill). Descobre-se muito lendo sobre figuras que foram sobre-humanas no seu tempo, embora tivessem passado pelos piores ordálios. Lincoln, por exemplo: numa certa fase da vida, sofreu uma depressão violenta e ponderou o suicídio. Não existe sucesso sem uma descida ocasional aos infernos.
- Se for preciso, desistam. Pensamos muitas vezes na educação como uma experiência vitoriosa. Acontece que pode ser uma derrota libertadora. Portas que se fecham, mudança de trajectória. E o mais curioso disto é que ainda bem. Aprender seriamente significa ficar exposto a uma derrota possível, a um erro possível. O que não tem de ser um problema. Conheçam as vossas fronteiras.»
Nesta fase de adaptação e com tantas mudanças a acontecer ao mesmo tempo, é natural sentirem-se um pouco desorientados em relação ao futuro, mas não desesperem. Partilho convosco um artigo extremamente interessante publicado no jornal Público com uma lista de ideias e sugestões que vos podem ser muito úteis. Aproveitem!
«Rapazes e raparigas deste nosso Portugal: dentro de algumas semanas estareis, muitos de vós, no primeiro ano das faculdades, começando uma vida nova. Não sabeis o que esperar, se excluirmos esta ansiedade doentia do país que tudo contamina. Há 20 anos, o enredo era mais simples e previsível. Cursávamos sem drama, encontrávamos um emprego sem drama e por lá nos arrastávamos também sem drama. Cavaco Silva garantiu-nos progressões automáticas no Estado; Guterres, juros bonificados na casa; Sócrates, um futuro moderno e cerúleo. Hoje, a vida fácil acabou: os loucos anos 90 transformaram-se nos miseráveis anos 10. As nossas possibilidades tornaram-se limitadas e a grande recessão é hoje o grande retrocesso. Perdidos, compungidos, estais mais do que nunca precisados de orientação. Mas nada de desesperos. Há saídas, há atalhos, há juventudes partidárias. De resto:
- Esqueçam obsessões com a carreira ou com o "temor do desempenho". Aos 18 anos, a mentalidade carreirista, além de um desperdício, é em absoluto inútil. Muitos de vocês nem sequer terão uma só carreira; o mais certo é que tenham várias e em diferentes períodos da vida. Não vivam, por isso, atormentados com notas e resultados. Tenham o bom gosto de desprezar os maus professores e as más aulas. Ponham de lado os troféus de coisa nenhuma. Sobretudo: não cansem depressa o gosto por aprender.
- Dediquem-se à rotina das aulas, mas façam coisas, fundem coisas, proponham coisas. Irritem os instalados que chegaram há 20 anos e nada fizeram nos últimos 15. Comecem uma revista, se quiserem fazer uma revista; uma associação, uma empresa, um movimento, qualquer coisa que não se limite ao protesto e à reivindicação. Sejam lunáticos. Comecem e acabem. Nenhum empregador olha, ou devia olhar, apenas para as qualificações académicas de uma pessoa. O importante são as pequenas pegadas que essa pessoa vai largando.
- Aprendam a ser mecânicos, burocráticos, tarefeiros. A esmagadora maioria de nós não veio ao mundo para ser o Steve Jobs. Aprender a trabalhar numa organização cumprindo tarefas medidas e interiorizando uma disciplina conta mais que aspirar eternamente à originalidade.
- Leiam tudo. Leiam a Ética a Nicómaco de Aristóteles para perceberem o significado da palavra "virtude". Leiam os moralistas franceses do século XVII para perceberem o significado da palavra "hipocrisia". Leiam Stendhal para perceberem que o ser humano até o seu próprio sofrimento finge.
- Preparem-se para viver um ano no estrangeiro. Escolham um destino na Ásia ou na América do Sul. Portugal está cheio. Só terão espaço os que trouxerem espaço.
- Aprendam um ofício, uma experiência, de preferência prática, que nada tenha que ver com o curso. O americano Matthew Crawford escreveu em 2009 um livro precioso que merece memória. Depois de terminar um doutoramento em Filosofia Política, a insatisfação não o largava. Decidiu mudar de vida. Aprendera mecânica na adolescência e abriu uma oficina para reparação de motas. Descobriu a sua vocação.
- Aprendam uma língua estrangeira. Se ainda não sabem inglês, aprendam; se já sabem, aprendam outra. Sigam o exemplo de Durão Barroso, que muito possivelmente não teria presidido à Comissão Europeia se não fosse fluente em francês.
- Leiam sobre uma grande personagem histórica (e que não seja Churchill). Descobre-se muito lendo sobre figuras que foram sobre-humanas no seu tempo, embora tivessem passado pelos piores ordálios. Lincoln, por exemplo: numa certa fase da vida, sofreu uma depressão violenta e ponderou o suicídio. Não existe sucesso sem uma descida ocasional aos infernos.
- Se for preciso, desistam. Pensamos muitas vezes na educação como uma experiência vitoriosa. Acontece que pode ser uma derrota libertadora. Portas que se fecham, mudança de trajectória. E o mais curioso disto é que ainda bem. Aprender seriamente significa ficar exposto a uma derrota possível, a um erro possível. O que não tem de ser um problema. Conheçam as vossas fronteiras.»
in Público, 08 Setembro, 2011, por Pedro Lomba
domingo, 2 de outubro de 2011
Descoberto o planeta Tatooine, de Star Wars!
Astrónomos norte-americanos descobriram um planeta com dois sóis, como o de "A Guerra das Estrelas", divulgou a revista Science, citada pela agência AFP.
Este exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) que gira em torno de dois sóis foi chamado de Kepler-16b e localiza-se a cerca de 200 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9,5 mil milhões de quilómetros).
Até hoje, um planeta como este apenas existia no universo da saga de filmes A Guerra das Estrelas, com o planeta Tatooine, coberto de desertos e povoado de espécies indígenas como os 'homens das areias'. Notícia retirada do DN, 16 de Setembro de 2011.
Para ter uma ideia mais clara de como funciona este sistema, vejam o vídeo seguinte com a ilustração do mesmo.
sábado, 1 de outubro de 2011
Há dias em que o que eu realmente queria...
...era ser Astronauta
Magnífica canção, do grande Gabriel, o Pensador.
Depois de uma semana intensa, com tantos altos e baixos, passo à frente e passo atrás, com as emoções ao rubro de tanto sentir, de tanto querer fazer mais e não poder (ou não conseguir), chega o merecido repouso...
Bom fim de semana.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Partículas mais rápidas do que a luz?
Uma “surpresa total”. É assim que os cientistas do CERN descrevem o facto de terem encontrado partículas que, à partida, viajam mais depressa do que a luz. A descoberta ainda não foi confirmada e será sujeita a avaliações independentes, até porque pode pôr em causa a teoria de Einstein, segundo a qual a velocidade da luz é um limite intransponível.
No âmbito da experiência internacional Opera, a equipa de físicos descobriu que os neutrinos - partículas elementares da matéria – percorreram os 730 quilómetros que separam as instalações do CERN (Centro Europeu de Investigações Nucleares) em Genebra do laboratório subterrâneo de Gran Sasso (Itália) a uma velocidade seis quilómetros por segundo mais rápida que a da luz. Esta conclusão surgiu depois de três anos de recolha de dados e da observação de mais de 15 mil neutrinos.
“Este resultado é uma surpresa total”, admitiu Antonio Ereditato, da Universidade de Berna e porta-voz do projecto Opera. “Depois de muitos meses de estudos e de verificações não encontrámos nenhum efeito mecânico, ao nível dos instrumentos, que possa explicar estes resultados”, explicou em comunicado publicado hoje no site do CERN. Ainda assim, os físicos apelam à maior “prudência”, uma vez que as medições ainda não foram verificadas com um sistema completamente diferente.
Notícia retirada do Público, 23 de Setembro de 2011.
No âmbito da experiência internacional Opera, a equipa de físicos descobriu que os neutrinos - partículas elementares da matéria – percorreram os 730 quilómetros que separam as instalações do CERN (Centro Europeu de Investigações Nucleares) em Genebra do laboratório subterrâneo de Gran Sasso (Itália) a uma velocidade seis quilómetros por segundo mais rápida que a da luz. Esta conclusão surgiu depois de três anos de recolha de dados e da observação de mais de 15 mil neutrinos.
“Este resultado é uma surpresa total”, admitiu Antonio Ereditato, da Universidade de Berna e porta-voz do projecto Opera. “Depois de muitos meses de estudos e de verificações não encontrámos nenhum efeito mecânico, ao nível dos instrumentos, que possa explicar estes resultados”, explicou em comunicado publicado hoje no site do CERN. Ainda assim, os físicos apelam à maior “prudência”, uma vez que as medições ainda não foram verificadas com um sistema completamente diferente.
Notícia retirada do Público, 23 de Setembro de 2011.
domingo, 18 de setembro de 2011
Revisão da matéria dada...
...a marcar o início de novos projectos, novos desafios, em tempos incertos mas extraordinários, marcados pela mudança de paradigma que exigem a ruptura com o passado e uma nova visão de futuro.
Vivemos tempos extraordinários que exigem a entrega, dedicação e empenho de pessoas igualmente extraordinárias!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ensinar a voar...
"Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
O que elas amam são pássaros em voo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros.
O voo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado."
In “Gaiolas e Asas”, de Rubem Alves
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Discurso de Steve Jobs em Stanford
No dia em que Steve Jobs abandona o cargo de CEO da Apple, deixo aqui o seu famoso discurso aos alunos de Stanford.
Por ser verdadeiramente inspirador, vale bem a pena dedicar 15 minutos do dia para escutar as suas ideias sobre a vida e atitude a tomar perante ela.
Destaco a importância que o visionário Jobs atribui à intuição e ao facto de sermos capazes de seguir o nosso coração...
“Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma - which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.”
quarta-feira, 13 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
"O essencial é invisível para os olhos..."
Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as... Eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... Cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? Perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
- Que é um ritual? Perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (...)
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ai! – Exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Pois quis.
- Mas agora vais-te pôr a chorar!
- Pois vou
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! Disse a raposa. Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo. (...)
- Adeus...
- Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade, disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
Excerto de "O Principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry
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